Sim. O HPV pode ser transmitido durante o sexo oral, pelo contato da boca e da garganta com a região genital ou anal de uma pessoa que tenha o vírus.
A transmissão do HPV ocorre principalmente pelo contato direto entre pele e mucosas. Por isso, não é necessária penetração para que o vírus seja transmitido.Ter HPV na boca significa que terei alguma doença?
Não.Assim como ocorre na região genital, a maioria das infecções pelo HPV na boca e na garganta não provoca sintomas e deixa de ser detectada espontaneamente.
Em uma pequena proporção das pessoas, entretanto, a infecção por determinados tipos de HPV oncogênico, principalmente o HPV16, pode persistir e participar do desenvolvimento de alguns cânceres da região da orofaringe, especialmente das amígdalas e da base da língua.
Isso não significa que uma pessoa que praticou sexo oral ou teve HPV oral apresente um risco elevado de desenvolver câncer. A infecção pelo HPV é muito mais frequente do que os cânceres causados pelo vírus.
Existem tipos de HPV diferentes?
Sim. Existem muitos tipos de HPV.Alguns infectam preferencialmente a pele e podem provocar as verrugas comuns encontradas, por exemplo, nas mãos, dedos, joelhos e cotovelos. Outros apresentam maior afinidade pelas regiões genital, anal e pela boca e garganta.
Entre estes últimos, alguns causam principalmente verrugas, enquanto outros são classificados como HPV oncogênicos por estarem associados ao desenvolvimento de determinados cânceres.
Posso saber se tenho HPV na boca ou na garganta?
Embora seja possível detectar HPV em amostras da boca ou garganta em estudos e em algumas situações específicas, não existe atualmente recomendação de rastreamento rotineiro do HPV oral em pessoas assintomáticas.Também não existe um exame equivalente ao rastreamento do câncer do colo do útero recomendado para prevenir o câncer de orofaringe relacionado ao HPV.
Por isso, não há indicação de fazer testes periódicos na boca simplesmente porque uma pessoa pratica sexo oral ou porque seu parceiro ou parceira teve HPV genital.
Como reduzir o risco de transmissão durante o sexo oral?
O uso de preservativo no pênis ou de uma barreira de látex entre a boca e a vulva ou o ânus pode reduzir o contato direto e, consequentemente, a possibilidade de transmissão do HPV e de outras infecções sexualmente transmissíveis.Essas medidas reduzem o risco, mas não oferecem proteção completa, porque áreas não cobertas também podem participar da transmissão.
A vacinação contra o HPV, quando realizada nas faixas etárias e situações em que está indicada, é outra importante medida de prevenção das infecções pelos tipos incluídos na vacina.
Ter praticado sexo oral com alguém que posteriormente descobriu ter HPV não significa que seja necessário realizar exames ou mudar suas práticas sexuais por medo de desenvolver uma doença. O mais importante é conhecer as formas de reduzir o risco e procurar avaliação médica ou odontológica diante de alguma alteração persistente na boca ou garganta.