Não. O fato de vocês dois terem HPV não significa, de forma alguma, que precisem permanecer juntos.

O HPV é extremamente comum entre pessoas sexualmente ativas e os parceiros frequentemente compartilham o vírus. Na maioria das pessoas, o sistema imunológico consegue controlá-lo e, depois de algum tempo — geralmente meses a poucos anos — ele deixa de ser detectado e não causa mais lesões. Em algumas pessoas, porém, a infecção pode persistir ou o vírus pode permanecer sob controle do organismo e voltar a ser detectado muitos anos depois.

Por isso, também costuma ser impossível saber quando o HPV foi adquirido ou qual dos parceiros o transmitiu primeiro. O aparecimento de uma lesão agora não significa necessariamente que a infecção seja recente.

E a camisinha?

O uso do preservativo é recomendável, inclusive enquanto vocês permanecem juntos. Ele não protege completamente contra o HPV, porque o vírus pode estar presente em regiões da pele não cobertas pela camisinha, mas reduz o risco de transmissão. Alguns estudos também sugerem que seu uso regular pode favorecer o desaparecimento da infecção e a regressão de algumas lesões associadas ao HPV.

Além disso, a camisinha ajuda a prevenir outras infecções sexualmente transmissíveis.

E se no futuro tivermos outros parceiros?

Uma história anterior de HPV não impede que nenhum de vocês tenha novos relacionamentos. Como o HPV é muito frequente e não é possível determinar com segurança por quanto tempo uma pessoa pode transmiti-lo após o desaparecimento das lesões, não há como oferecer risco zero de transmissão.

O preservativo continua sendo uma medida importante de redução de risco.


Não existe exame de rotina para pesquisar HPV em homens sem lesões. Se surgirem verrugas ou outras alterações genitais, é recomendável procurar avaliação médica.

Pessoas com colo do útero devem manter o rastreamento do câncer do colo do útero de acordo com as recomendações vigentes, sem necessidade de realizar exames com maior frequência apenas porque um parceiro teve HPV.