A Captura Híbrida foi um dos primeiros testes de HPV amplamente utilizados e teve grande importância na introdução da pesquisa molecular do HPV na prática clínica. Ela detecta conjuntamente um grupo de tipos oncogênicos, mas não identifica individualmente HPV 16 e HPV 18 ou os demais tipos considerados de "alto risco".
As novas diretrizes brasileiras priorizam testes de DNA-HPV baseados em PCR, com genotipagem parcial ou estendida, pois essa informação permite estimar melhor o risco e definir a necessidade de colposcopia.
Na Captura Híbrida, o laboratório pode apresentar um valor numérico relacionado à intensidade do sinal do exame. Algumas vezes esse resultado é chamado de “carga viral”, mas ele não deve ser interpretado como uma medida da quantidade de vírus capaz de indicar a gravidade da doença. Esse valor não é utilizado para decidir a necessidade de colposcopia, determinar se uma lesão é mais ou menos grave ou acompanhar se a infecção está melhorando.
O que realmente importa para a decisão clínica é se um HPV oncogênico foi detectado, qual o tipo de HPV envolvido quando há genotipagem, os resultados da citologia quando presentes dos tipos de alto risco diferentes de 16 ou 18 e a persistência ou não da infecção ao longo do tempo.
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/r/rastreamento-cancer-do-colo-do-utero/view